segunda-feira, 6 de Julho de 2009

No Luxemburgo os portugueses estão entre os mais discriminados

Uma em cada quatro pessoas diz já ter sido vítima de discriminação no pequeno país do Luxemburgo. Os jovens e os portugueses são os que sentem mais a exclusão.
Este é o que a maioria dos portugueses constata e também a realidade após o inquérito realizado nas sondagens pelo instituto luxemburguês encarregado pela igualdade de tratamento (CET).
O inquérito sobre estas sondagens foi realizado junto de 1.000 pessoas. O estudo é mais que claro neste evento: “28% dos inquiridos sentiu-se vítima de discriminação durante os últimos três anos e 26% diz ter sido testemunha de discriminação”.
“É muito”, afirma Patrick De Rond, presidente do CET. e acrescenta: “Entre estes, a grande maioria (53%) nada fizeram contra os provocadores, aceitando assim serem vítimas humildes ou testemunhas”.
“Esta não é a solução a adoptar”, salienta o presidente do CET, “mesmo sendo esta opção muitas vezes escolhida por medo de repressão”. No final, “isso deixa marcas: as pessoas sofrem”, diz. As consequências pessoais mais referidas são “rancor, má disposição e stress” e ainda “perda de confiança em si mesmo”.
Outra conclusão que se pode frisar deste inquérito é que os jovens se sentem bastante mais discriminados – 35% entre os 15 e os 24 anos. Charles Margue, director do TNS, explica que “os seus sentimentos de igualdade e de equidade são, muito sensíveis ao facto de se sentirem correctamente tratados”.
Entre os portugueses, 33% sentem-se mais discriminados. Origem étnica, nacionalidade e sexo são, nesta ordem, os três motivos de discriminação mais citados pelos inquiridos.
O centro CET, nasceu em 2008, e tem por missão ajudar as pessoas confrontadas com qualquer tipo de discriminação. Por isso, se você está a ser discriminado, pode recorrer a este centro para que os seus direitos sejam tratados e respeitados, ganhando justa causa.
Porque se você continua a calar-se e a dar razão aos abusadores e discriminadores, nunca serão reconhecidos os seus direitos de igualdade perante a justiça social e a liberdade. Não se esqueça que a lei está do seu lado.
Alguns governos criaram consensos para que os seus cidadãos tivessem os mesmos direitos, e esses fossem respeitados, portanto só há um caminho; o da verdade e da promessa dos homens. Você é um homem livre e tem direitos, mesmo que só tenha a roupa do corpo encostada à sua pele. Por isso não se esqueça que quem cala, consente.

Por: Antero Fernandes Moniteiro
In http://www.avozdechaves.com/index.asp?idEdicao=346&id=12791&idSeccao=3088&Action=noticia

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