Segunda-feira, 13 de Julho de 2009

Apreendidos 12 pés de cannabis

O Núcleo de Investigação Criminal (NIC) da GNR de Chaves aprendeu, na quinta-feira da semana passada, doze plantas de cannabis na aldeia de Água Revés, em Valpaços. Durante a operação foram detidos quatro homens, com idades compreendidas entre os 23 e os 50 anos. Seriam amigos. Depois de interrogados, foram constituídos arguidos, ficando sujeitos a Termo de Identidade e Residência. Ao que foi possível apurar, as plantas encontravam-se junto à residência de um dos detidos. Para já, os indivíduos estarão apenas indiciados pelo cultivo da erva. As autoridades não terão conseguido elementos para os indiciar na venda do produto.

Fonte: http://www.semanariotransmontano.com/noticia.asp?idEdicao=197&id=8592&idSeccao=2807&Action=noticia
Foto:http://www.onlyinholland.com/images/cannabis_sativa.jpg

Lançamento da obra "de como"

Foi no passado dia 4 de Julho, no auditório do pavilhão multiusos de Valpaços, o lançamento da obra poética “de como” de Luís Altério, pseudónimo de Luís Filipe da Silva.
A obra “de como” foi apresentada pelo amigo José António Silva, o qual afirmou que a obra é “o voltar aos valores mais primitivos” que valorizam as obras evitando a cultura do efémero.
Este referiu, ainda, que “ a poesia é a expressão artística superior na literatura” e como tal esta obra tem o poder de cativar e ainda mais pelo “ritmo alucinante dos versos”.
Acabou a apresentação do livro deixando um conselho, que “melhor que falar dele, é lê-lo”.
A segunda intervenção teve como orador o editor da obra, Jorge Fragoso, referindo que “havia granito naquelas palavras e ao mesmo tempo uma intervenção poética”. Referiu, também, que “estas características são as mais evidentes da obra de Luís Altério”.
Em representação da Câmara Municipal de Valpaços esteve José Coroado tendo referido que esta tem “uma vontade de valorizar a produção cultural” a todos os níveis.
Para finalizar, Luís Altério, mencionou que a obra se divide em três partes formando uma narrativa poética onde a vontade e o desejo são sentimentos presentes na mesma.
Esta apresentação do livro ao público terminou com a leitura de três poemas da obra “de como” por Luís Altério, José António Silva e Jorge Fragoso, respectivamente.
Há que referir que todos os oradores fizeram um agradecimento à Câmara Municipal de Valpaços pela política editorial que tem vindo a desenvolver, apoiando todos os escritores do concelho. Como afirmou Jorge Fragoso, “é o cumprir de quase uma obrigação”.
Luís Filipe da Silva regressou de França em 1973, ficando a residir em Fornos do Pinhal, concelho de Valpaços. Apesar de ser engenheiro de minas, a paixão pela escrita falou mais alto tendo colaborado com o jornal regional “Viver Valpaços” até a sua extinção. Vive actualmente em Coimbra e faz parte do grupo “Oficina de Poesia”, curso livre da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra.

Fonte e Foto: http://valpacos.pt/portal/index.php/Cultura/Lancamento-da-obra-de-como.html

Exposição da Escola de Pintura de Valpaços

Está patente ao público, entre os dias 7 e 21 de Julho, na Galeria de Exposições do Centro Cultural Luís Teixeira, em Valpaços, uma, mostra de trabalhos dos alunos da Escola de Pintura de Valpaços, sendo esta colectiva.
A diversidade dos trabalhos expostos é o resultado de um trabalho ao longo do ano e apuramento de técnicas adquiridas pelos cerca de vinte alunos com a ajuda do professor Alfredo Cabeleira. Na apresentação desta exposição cada aluno tentou explicar o que o motivou a pintar o quadro.
Em representação da Câmara Municipal de Valpaços esteve o Dr. Amílcar Almeida, vereador da cultura, e o qual propôs um desafio a estes alunos de pintura: conceber um painel pintado por todos que posteriormente seria utilizado pela Câmara Municipal.
Outro desafio proposto foi a criação de uma exposição com um tema definido: Valpaços. O qual a Câmara Municipal de Valpaços receberá com grande agrado, visto que se denota uma grande envolvência parte de todos os alunos.

Fonte e Foto: http://valpacos.pt/portal/index.php/Cultura/Exposicao-da-Escola-de-Pintura-de-Valpacos.html

Piscinas de Valpaços - grande frequência justifica um bar

É com enorme frequência, que abrem todos os dias, as piscinas ao ar livre em Valpaços, numa zona privilegiada, junto à zona escolar.
A maioria de frequentadores, é gente nova, que depois dum mergulho se bronzeia e convive alegremente no relvado circundante, dando um ar de juventude a este aprazível local.
De notar no entanto, que se justifica inteiramente a rápida abertura dum bar de apoio, que vá servindo umas habituais bebidas, e aí sejam colocadas algumas mesas e cadeiras, para maior comodidade de quem aí quer passar, algumas horas aprazíveis de Verão.
Se bem que já aí existam algumas árvores de sombra, sugere-se a plantação de mais zonas arborizadas, como seja, com tílias e plátanos, árvores estas que se fazem rapidamente, e possibilitam uma boa sombra debaixo das suas largas copas de folhas.
Visitando as piscinas, verificamos, que está previsto um pequeno bar junto da entrada, mas que julgamos vir a tornar-se manifestamente insuficiente, para as necessidades, comparando com as piscinas ao público de outros concelhos trasmontanos.
Basta estabelecer como termo de comparação as bonitas piscinas de Mondim de Basto, ao fundo das quais, se ergue num primeiro andar um esplêndido bar, com uma zona frontal virada lindamente, para as piscinas.
Curiosamente as piscinas de Valpaços têm um magnifico sítio, para esse fim, e que se situa ao fundo das piscinas cobertas, por cima dum armazém já construído e com paredes-meias com o estádio de futebol.
Como o estádio de futebol está junto das piscinas ao ar livre e das piscinas cobertas estando tudo, interligado, este futuro bar/restaurante, envidraçado, e com vistas fabulosas para as piscinas, o Santuário de Nossa Senhora da Saúde e para o estádio de futebol, poderia servir todo este complexo desportivo e de lazer, com grande eficácia e beleza.

Outra oferta tentadora

Como percurso alternativo às piscinas de Valpaços e por ventura, para quem aprecie mais o contacto com a Natureza, a deslocação ao Parque de Campismo do Rabaçal e onde existe uma praia fluvial do mesmo nome, será também, uma escolha muito agradável.
Águas correntes, puras e cristalinas, que convergem numa piscina natural junto do açude, servido por um frequentado parque de campismo, com restaurante e bar a condizer, permite um dia de Verão muito agradável, e onde não faltam zonas enormes de sombras, espaços abundantes, assadores para um excelente cozinhado, com bancos e mesas a preceito.
Só falta conseguir para aqui, a bandeira azul e alargar mais o parque de campismo, dotando-o dum campo de ténis e de mais bengalows.
A próxima implantação dum mini-campo de futebol, frente ao restaurante/ bar torna o local mais atractivo, só faltando a iluminação nocturna da velha e belíssima Ponte, que serve de fronteira ao termo do concelho de Valpaços, naquela extremidade geográfica.

Faça férias, cá dentro, é o que apetece dizer.

José Manuel Mourão
In http://www.semanariotransmontano.com/noticia.asp?idEdicao=197&id=8580&idSeccao=2810&Action=noticia

Governo lançou concurso para Redes de Nova geração para as zonas rurais do Norte

O Ministério das Obras Públicas lançou hoje o o Concurso Público Internacional das Redes de Nova Geração (RNG) para as zonas rurais do Norte, com o apoio da União Europeia.
Depois de ter lançado outros dois concursos para abastecer as zonas do centro, do Alentejo e do Algarve, hoje foi a vez de ser lançado um concurso com vista a dotar de fibra optica 44 concelhos da região Norte do país, num programa que conta com fundos atribuídos pela União Europeia.
Numa nota divulgada pelo Governo destaca-se o facto de Portugal ser o primeiro país da União Europeia a avançar com esta medida - a de investir em redes de nova geração em zonas rurais - e que tem o intuito de afastar a possibilidade de os investodores privados não se sentirem atraídos a investir em zonas de pouca densidade populacional.
O programa de Redes de Nova Geração lançado pelo Governo pretende "promover a adopção massificada de acessos de elevado débito à Internet e desenvolvimento de aplicações avançadas, com vista à ligação de 1 milhão de utilizadores até 2010", ligar "toda a rede pública de hospitais e de centros de saúde, instituições públicas do ensino superior e politécnico e redes públicas de museus e bibliotecas até ao fim de 2009" e ainda ligar "todas as escolas do ensino básico e secundário e de todos os serviços públicos de justiça até 2010".
Com o programa de acesso às zonas rurais serão 140 os concelhos do país. Falta ainda lançar concurso para as regiões autónomas da madeira e dos Açores.
Através do Concurso apresentado hoje, serão abrangidos os Concelhos de Arouca, Castelo de Paiva, Póvoa de Lanhoso, Vieira do Minho, Terras de Bouro, Cabeceiras de Basto, Celorico de Basto, Alfândega da Fé, Macedo de Cavaleiros, Miranda do Douro, Mogadouro, Vimioso, Vinhais, Carrazeda de Ansiães, Freixo de Espada à Cinta, Torre de Moncorvo, Vila Flor, Vila Nova de Foz Côa, Baião, Arcos de Valdevez, Melgaço, Monção, Paredes de Coura, Ponte da Barca, Vila Nova de Cerveira, Boticas, Montalegre, Murça, Valpaços, Alijó, Mesão Frio, Sabrosa, Santa Marta de Penaguião, Mondim de Basto, Ribeira de Pena, Armamar, Moimenta da Beira, Penedono, São João da Pesqueira, Sernancelhe, Tabuaço, Tarouca, Cinfães e Resende.

Fonte: http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1391451&idCanal=57

Sexta-feira, 10 de Julho de 2009

INQUIETAÇÕES…

Não se leia ou interprete para além do que pragmaticamente estas ligeiras observações pretendem.
Sinto que se me impõe transmitir aos meus conterrâneos algo que me perturba, me desgosta, me fere como Valpacense.
Não sou pretendente ou presumível candidato a qualquer cargo que brevemente se irá disputar em mais um acto eleitoral.
Move-me apenas e tão só o sentido da responsabilidade e o olhar atento e preocupado, quanto baste, que não deixou de me ocupar após o meu afastamento das lides políticas e autárquicas.
Assim, e resultante da observação diária e de alguma reflexão, penso que será útil para Valpaços e aos Valpacenses, dar a conhecer algumas das minhas críticas (?) ou impressões.
É com bastante apreensão que verifico um galopante esvaziamento da qualidade de vida da nossa terra e Concelho. As semanas sucedem-se num ritual habitual e acomodado, sem novidades, assustadoramente preocupante. Vamos entrar em período de férias escolares e faltar-nos-á algum movimento e agitação natural da juventude que frequenta os estabelecimentos de ensino. Este facto vai ilusoriamente ser colmatado com a vinda de alguns compatriotas emigrantes que ainda vêm gozar alguns dias de descanso e saudade dos seus ancestrais, enquanto vivos, ainda que seja cada vez mais habitual serem dias fugazes de passagem para as praias do litoral.
As esplanadas da cidade, outrora fervilhantes, cada vez menos cheias, vão-se ressentindo desta realidade que se questiona. Porque há cada vez menos gente em Valpaços? Porque deixou de se frequentar o Jardim Público? Porque acabaram as tradicionais verbenas de S.to António, S. João e S. Pedro? Onde estão, para onde vão os Valpacenses? Porque abandona a juventude o concelho de Valpaços? É aliciante viver em Valpaços?
Entretanto, outras questões mais políticas se colocam e causam alguma perplexidade e poderá até aventar-se que delas dou nota por algum resquício, que ainda sobrevive, da minha longa experiência e actividade autárquica.
Recentemente e neste mesmo Jornal, respondi a algumas questões, entre elas, que medida imediata tomaria se fosse eleito Presidente do Município. Recebi algumas notas e impressões sobre o mistério (?) da minha resposta que relembro: " promoveria de imediato uma auditoria, independente e isenta, aos recursos humanos do Município ".
Regresso a este tema, sem grandes delongas, pois parece que incomodou ou incomoda o sentido, ou o sentido que lhe possa ser dado, da minha resposta.
Tenho por convicção que, o cargo de Presidente ou outro qualquer de funções executivas deve ser exercido " para o bem ou para o mal " com " maior ou menor simpatia ", em permanente atitude pragmática e com sentido de justiça, responsabilidade e missão.
Assim e ainda que ao titular de tais funções não possa ser exigida a qualidade de omnipresença, deve, rodear-se de colaboradores com qualidade e oportunidade que promovam o que em última análise os eleitores e cidadãos esperam. Este desígnio estende-se às hierarquias funcionais.
Quero com isto dizer que não será totalmente líquido atribuir-se imediata responsabilidade aos decisores políticos por falhas ou situações anómalas verificadas no quotidiano da comunidade. Exemplificando: será exclusiva responsabilidade do Presidente do Município a degradação que se verifica no equipamento urbano da Praça da República?
Não é, mas passará a ser se em tempo útil e razoável o Presidente não exercer a sua tutela sobre o sector ou departamento responsável pela conservação e manutenção desse equipamento urbano.
Será da exclusiva responsabilidade do executivo o asseio e limpeza geral urbana da cidade? Do regular e oportuno funcionamento das infra-estruturas desportivas e de lazer? Da qualidade e segurança do equipamento dos Parques Infantis?
Estas e outras mais haveria a equacionar.
Cada um terá, certamente, a sua visão e importante seria que das mesmas dessem nota sem receios.
Creio que é da frontalidade que pode nascer outra visão na resolução de carências e faltas que nos afectam.
Estas linhas são mais um modesto contributo por prazer e amor à minha terra.
Existe alguma fertilidade em comentários sobre o que se passa ou não em Valpaços. Alguns oportunos e que me merecem concordância, mas infelizmente pecam por se subscreverem no anonimato ou sob pseudónimos. Até breve.

Gaspar Borges
In http://tribunavalpacense.com/web2/index.php?option=com_content&view=article&id=163:inquietacoes&catid=89:opinioes-sociedade&Itemid=263

Quinta-feira, 9 de Julho de 2009

Valpaços campestre - Ermidas

Quem circular pela estrada nacional 103 no sentido Chaves - Vinhais, após o cruzamento que, imediatamente a seguir a Lampaça, indica Valpaços, por Bouçoães e Sonim, constata que a via ganha um perfil cada vez mais inclinado em direcção à ponte de Rebordelo, sobre o Rio Rabaçal.
Ora, exactamente na zona da N103 que não foi intervencionada, isto é, onde o número de curvas passa a ser bastante maior que no troço anterior, se olharmos à nossa direita, deparamos com um pequeno povoado, anichado entre um pequeno vale e um outeiro atrás do qual serpenteia o Rabaçal cujo curso, não muito longe daqui, é sustido por uma das mini - hídricas que a Câmara Municipal ajudou a promover em parceria com privados.
Trata-se. nem mais nem menos do que da pequena aldeia de Ermidas, uma das anexas que compõem a freguesia de Bouçoães.
A população é constituída por cerca de doze pessoas, praticamente todas idosas. O casal mais jovem, que ronda os quarenta anos de idade, está emigrado, que a vida por estes lados está cada vez mais difícil, e os dois filhos, a estudar no ensino superior, não poderiam fazê-lo se não procurassem melhor forma de sustento na estranja. A senhora Antónia, mãe do emigrante, e a senhora Maria, irmã da primeira, ambas tisnadas pelos invernos e verões de canseiras que os seus mais de oitenta anos ainda lhes dão, são duas das poucas pessoas que ainda vão resistindo por estas paragens, protegendo-se da canícula à sombra de uma vetusta oliveira à entrada do núcleo da aldeia.
A senhora Maria, do alto dos seus 84 anos (suponho que não me esqueci que foi esta a idade que me disse ter) lá foi desfiando o rosário das desventuras que a vida sempre lhes trouxe, desde logo porque nasceram e sempre viveram naquele sítio onde, para além da parca agricultura, nada mais tinham que as ajudasse a sobreviver. A família, essa também está um pouco mais acima, em Vilartão. O pai, que era de Vilartão, na procura do sustento, ainda rapaz, palmilhava o caminho que o levava até Ermidas para, aí, poder ganhar a jeira. Pretexto mais que suficiente para ali se enamorar de uma moçoila local com quem veio a constituir família. Por aí ficou e criou a sua prole, de que estas octogenárias fazem parte.
Aqui há uns anos a N103 sofreu uma pequena rectificação e, porventura nessa altura, alguns dos marcos quilométricos terão sido substituídos com o provável abandono dos inutilizados. E como o povo é criativo (a necessidade aguça o engenho) alguém se terá lembrado de dar melhor utilidade a um dos ditos marcos. Se calhar, como é costume em tantas situações, a Junta de Freguesia, ou a própria Câmara Municipal, prometeram que os os locais teriam direito a um fontanário onde pudessem abastecer-se de água potável. Provavelmente, a promessa não chegou a ser cumprida e, então, houve que adaptar o tal marco quilométrico e, como que por magia, aí estava o fontanário com a água a correr. Contudo, eu já o vi somente a pingar e sem a presumível torneira. Afinal não são somente as pessoas que vão envelhecendo por estes lados. Também os equipamentos colectivos parecem terem acabado o seu ciclo de vida e acompanham a própria aldeia nesta espécie de morte lenta que a levará a, mais tarde ou mais cedo, ficar sem ninguém.
Mas, apesar de não ter população que, digamos lhe dê a vida que mereceria, Ermidas tem uma capelinha, erguida em honra de Santa Rita que, todos os anos, no primeiro domingo de Outubro, acolhe centenas de romeiros que ali se deslocam para cumprirem as suas promessas...
... e/ou para se divertirem na romaria que, com as imensas esmolas que os romeiros depositam, os locais promovem em cada ano, num espaço que se foi tornando cada vez maior com a aquisição de terrenos que lhe eram contíguos. Talvez porque o povo é pequeno e não tem onde receber tanta gente, aqueles que demandam esta festa trazem sempre um bem recheado farnel, que o dia é longo e o estômago pede alimento. Daí que esta festa do nosso concelho seja conhecida exactamente pela Festa das Merendas.

Por Profº Celestino Chaves
In http://valpaco-lo-velho.blogs.sapo.pt/ 5 de Julho de 2009
Foto: http://valpaco-lo-velho.blogs.sapo.pt/

Distrito auto-suficiente na produção de energias renováveis

A exploração dos recursos energéticos naturais no distrito de Vila Real levou a sua auto-suficiência, “exportando” para a Rede Eléctrica Nacional. Até ao final do ano, só nas serras do Alto Tâmega, deverão estar instalados 180 aerogeradores e para o próximo ano, o número chegará aos 230. A água e o vento representam, assim, uma espécie de “petróleo verde” do distrito, sendo um dos poucos, a nível nacional, que consegue ser auto-suficiente.

A nível nacional, Vila Real é o sexto em termos de potência eólica instalada nos seus parques e brevemente deverá subir neste “ranking”. Foi o Governador Civil do distrito de Vila Real, Alexandre Chaves, que avançou, ao Nosso Jornal, esta novidade que já era previsível em 2008, face à potência e ao número dos parques eólicos e mini-hídricas instaladas. Os concelhos do Alto Tâmega e Barroso são os grandes contribuintes energéticos, nomeadamente Ribeira de Pena, Boticas, Chaves, Montalegre e Vila Pouca de Aguiar. Mas, também Vila Real, Mondim de Basto e Valpaços assumem cada vez mais importância. Só no concelho de Vila Pouca de Aguiar existem três parques eólicos construídos e, em breve, haverá mais dois. Neste momento, têm uma potência instalada de 46.000kw e produz uma média anual 120.000w.
Alexandre Chaves manifestou a sua satisfação pela auto-suficiência do distrito na produção de energias limpas e renováveis, salientando alguns concelhos. “O Alto Tâmega tem uma vantagem na exploração dos recursos naturais em relação à maior parte dos municípios. Hoje, só por si, os concelhos do Alto Tâmega produzem energia para abastecer o distrito de Vila Real durante um ano, acabando por ser até excedentário na produção. Tudo isto é muito importante em termos ambientais e uma mais-valia para as autarquias”, sublinhou.
O presidente da Câmara Municipal de Chaves, João Batista, salientou, ao Nosso Jornal, a contribuição do seu concelho nas energias renováveis. “Temos o parque eólico de Mairos com uma produção de 3MW, que já seria suficiente para abastecer grande parte do concelho. Porém, há uma outra energia que estamos a desenvolver, que passa por um projecto de biomassa. Chaves terá um papel preponderante, quase único, na capacidade de produção de energia geotérmica aproveitando as águas termais quentes. Há recursos que nos colocam na linha da frente na produção deste tipo de energia, sem descurar a aposta no aproveitamento dos recursos eólicos e hídricos”.
Agostinho Pinto, presidente da Câmara Municipal de Ribeira de Pena, elemento pertencente ao conselho de administração da EHATB – Empreendimentos hidroeléctricos do Alto Tâmega e Barroso, abordou a importância que tem tido esta empresa na exploração e valorização dos recursos energéticos naturais do distrito de Vila Real, que tem assumido uma grande parte na produção, principalmente em empreendimentos hidroeléctricos. “No Alto Tâmega conseguimos aproveitar os recursos hídricos para produção de energia eléctrica. Temos várias mini-hídricas (designação para os aproveitamentos hidroeléctricos de potência inferior a 10 Mw) nos principais cursos de água da região e mais recentemente começamos também a aproveitar o elevado potencial que temos na produção de energia eólica. Neste momento, estão a ser instalados parques eólicos em todo o Alto Tâmega, nomeadamente em Vila Pouca de Aguiar, Valpaços, Chaves, Boticas, Montalegre e, também, em Ribeira de Pena onde temos o grande parque do Alvão”.
Em relação à auto-suficiência energética do distrito, Agostinho Pinto lembrou que se está a preservar o ambiente e a contribuir para a riqueza do país. “Estamos a produzir energia eléctrica que não consumimos. Essa mesma energia é adquirida pela EDP que depois faz a distribuição na sua rede, a nível nacional”.
O antigo administrador da EHATB aproveitou para deixar um apelo para a exploração de outros recursos energéticos. “Deve haver um reforço das linhas de crédito para os particulares que pretendem apostar na energia fotovoltaica e solar, que são recursos ainda por explorar”.
Os recursos naturais energéticos significam também uma mais-valia financeira para as autarquias. Nomeadamente, na energia eólica, que por si só, já é bom contributo para os municípios que possuem parques eólicos. Recorde-se que há um decreto-lei que estabelece que do valor total da produção de cada empresa operadora do sector, 2,5 por cento tem de ir parar aos cofres das autarquias, constituindo, assim, uma importante fonte de receita.
Criada em 1989, a Empresa intermunicipal Empreendimentos Hidroeléctricos do Alto Tâmega e Barroso (EHATB) foi pioneira em Portugal no campo das energias renováveis, sendo constituída pelas câmaras de Boticas, Chaves, Montalegre, Ribeira de Pena, Valpaços e Vila Pouca de Aguiar. Até final do ano, nos parques eólicos e nos aproveitamentos hidroeléctricos, a EHATB espera “injectar” até aos 107 MW de potência, dirigida à Rede Eléctrica Nacional, REN. Segundo informação da Direcção Geral de Energia e Geologia (DGEG), a produção de energia eléctrica de origem eólica representou, já em 2008, cerca de 4 por cento do consumo final de electricidade e é expectável que, até 2010, atinja os 15 por cento.
Os distritos com maior potência eólica instalada são Viseu (478 MW), Castelo Branco (409), Viana do Castelo (302), Coimbra (277), Lisboa (225), Vila Real (171), Santarém (152), Leiria (151) e Braga (144).
Segundo dados da Direcção Geral de Energia e Geologia, Portugal deverá chegar a 2016 com um aproveitamento de 70 por cento do seu potencial hídrico”, sabendo-se que tem apenas aproveitado 46 por cento, quando a maior parte dos países tem de 80 a 90 por cento de aproveitamento.
Em 2016, 70 por cento do potencial hídrico do país deverá estar “activo” e em plena produção energética.

José Manuel Cardoso
In http://www.avozdetrasosmontes.com/noticias/index.php?action=getDetalhe&id=3714
Foto:http://farm1.static.flickr.com/60/272918730_09299b37f3.jpg?v=0

Ser Transmontano = qualidade certificada

Escrevo esta crónica na sexta-feira, 3. Acabo de ler uma boa dúzia de jornais Transmontanos (e outros). E todos me estimulam a repisar um conceito economicista que transporto para Trás-os-Montes e Alto Douro. São estes jornais e aquilo que deles transpira que incutem naqueles que dali são, ali nasceram, ou dali nunca saíram, que me incentivam a estar cada vez mais orgulhoso das minhas origens telúricas. Desde a Califórnia, onde vive o eng.º Jorge Fernandes, oriundo de Vilas Boas (Chaves), que foi condecorado pelo Presidente da República, no último 10 de Junho, a Bridgeport, de onde o Domingos Dias, nos relata o que ali se viveu com a comunidade, no dia 14, a Melbourne (Austrália).

De Fafe chegam-me mais dois livros do Artur Coimbra (natural da Borralha) e desde há décadas a pontificar na cultura Fafense; de Lisboa a voz autorizada de João Soares Tavares, a reafirmar a epopeia de João Rodrigues Cabrilho, descobridor da Costa da Califórnia; de Mirandela mais um notável trabalho do doutor Virgílio Tavares sobre Moncorvo.
A coroar estes e outros exemplos da boa forma com que os Transmontanos engrandecem Portugal e a Portugalidade, teremos hoje à noite, a inauguração do Ecomuseu de Barroso que justamente vai perpetuar o nome do Padre Fontes ao futuro de uma região que ele ajudou a repor no mapa do país real.
Mais por graça do esforço conjugado dos Transmontanos, políticos ou não, a Região de Trás-os-Montes e Alto Douro recuperou do atraso social que vinha enfrentando desde há muitas décadas. Pude rever Bragança, dia 17 de Junho, aquando da visita do PR. Um grande acto de justiça para com um vulto da cultura Portuguesa: Adriano Moreira. Uma cidade que deu saltos qualitativos inegáveis. Chaves, graças aos diversos executivos que a cidade tem tido, aliados ao empreendedorismo dos seus agentes económicos, é uma cidade de fronteira que honra quem entra e quem sai, porque sabe receber e tem condições para essa fidalguia. Os concelhos fronteiriços, num saudável espírito de competição bairrista, têm sabido entender-se e tudo cheira a progresso, a estruturas básicas que fazem inveja a outras que estagnaram e que, dificilmente, poderão recuperar desta pedalada intensiva que não se deve apenas aos dinheiros comunitários. Saber geri-los é um condão que os Transmontanos, políticos, técnicos ou administrativos que outros não fariam melhor.
A região do Alto Tâmega, ainda que com executivos de diferentes cores políticas, desde a revolução de Abril, sempre soube distinguir o trigo do joio. E aquilo que hoje podemos observar é o resultado dessa conjugação de esforços e vontades. Daí que esta mensagem não seja apenas para os gestores actuais, mas para todos aqueles que souberam colocar os interesses de todos acima dos interesses particulares ou de grupo.
É com este espírito de gratidão que me apraz saudar autarcas (no poder ou na oposição), técnicos e populações em geral. Porque uma andorinha só não faz a Primavera.
Esta pujança e esta generosidade que estiveram na base do surto de progresso que envolveu a nossa Região permitem-nos fixar o chavão que chamei a título desta crónica e que já antes usara. Ser Transmontano é, verdadeiramente, sinónimo de qualidade certificada. Tal como o fumeiro de Barroso ou de Vinhais, como o presunto de Chaves ou de Montalegre, como o folar de Valpaços, as castanhas de Carrazedo de Montenegro, o vinho dos mortos, de Boticas, o moscatel de Favaios, os pasteis de carne de Chaves, as alheiras de Mirandela, o Toucinho do Céu de Murça...
O cineasta João Botelho terminou um filme sobre as Terras de Barroso a que chamou: «Para que este mundo não acabe». O título pode levar a pensar que «este reino maravilhoso» corre o risco de acabar. Não será esse o espírito do argumento. De facto, em 1939, Montalegre, por exemplo, tinha cerca de 35 mil habitantes. Hoje tem um terço. Pelo contrário: quem viveu há um século atrás, revendo hoje estas terras, não as conhece. Porque foi meio século de progresso em todas as frentes. A Terra é fecunda, embora agreste. A Gente é nobre, honrada e hospitaleira. Do cansaço nasce a força moral que exige reciprocidade. Quando se come o pão que se merece, se reparte o pouco que se tem e se dorme com a consciência tranquila, bem pode dizer-se que se vive com dignidade, sem atropelos ou azedumes.
Viver em Trás-os-Montes é, pois, um privilégio. Mesmo em tempo de crise. Porque há solidariedade. Há reciprocidade. E há respeito pelos valores sociais. Mesmo que os media só desta Terra falem quando há crimes de sangue, anormalidades, catástrofes da natureza.
Quando se fala em qualidade de vida há que ter em atenção estes factores que fazem felizes as pessoas. Em Trás-os-Montes não há fingidores, nem hipócritas, nem espírito dualista. Quando se tem razão exige-se clareza. Quando se ignora o assunto, não se entra no debate com espírito de vitória. Quando se é humilde respeita-se o adversário.
Urge proclamar num estatuto de personalidade esta característica Transmontana. Tudo hoje deve contar para construir a identidade de um Povo, de uma Região, de uma Comunidade. E por tudo isso bem pode repetir--se que ser Transmontano é igual a certificado de qualidade.

Por Barroso da Fonte
In http://www.avozdetrasosmontes.com/noticias/index.php?action=getDetalhe&id=3707

Quarta-feira, 8 de Julho de 2009

Uma frase com mais de 2000 anos...


Enviado por Profº Celestino Chaves

Notícias de Vilarandelo

Durante o mês de Junho, a Casa do Povo de Vilarandelo celebrou o seu 67.º aniversário. Com a colaboração do INATEL, tivemos um mês cheio de cultura, com teatro e música popular e coral.
Assim sendo, dia 6 de Junho tivemos participação do Grupo de Cavaquinhos e Grupo de Concertinas do Rancho Etnográfico de Borbela (Vila Real).
No dia 13/06/2009 foi a vez da Oficina de Teatro de Favaios (Alijó), que nos apresentou a peça “Não se Paga, Não se Paga” de Dário Fo. A sala estava bem cheia com o público divertido com esta comedia de Dário Fo.
No dia 20/06/2009 - A animação da noite ficou a cargo da Universidade Sénior com o seu Coro e Grupo de Teatro, dirigido pelo Maestro Francisco Doutel que nos apresentou um grande momento de música coral. Na segunda parte foi a vez do grupo de Cantares “Os Rabelos do Douro” de Fontelas (Peso da Régua), animando a plateia, pondo toda a gente a cantar.

Fonte: http://vilarandelocousasdeantanho.blogspot.com/2009/07/algumas-noticias-de-vilarandelo.html
Foto:http://vilarandelocousasdeantanho.blogspot.com/2009/07/algumas-noticias-de-vilarandelo.html

Bombeiros de Valpaços recebem desfibrilhador

A corporação de Bombeiros de Valpaços foi uma das dez que, por sorteio, recebeu um desfibrilhador automático numa campanha promovida pela empresa Unilever Jerónimo Martins em parceria com a Liga dos Bombeiros Portugueses.

Fonte: http://www.avozdetrasosmontes.com/noticias/index.php?action=getDetalhe&id=3704

Comércio tradicional do distrito recebe mais 2,2 milhões de euros

A Secretaria de Estado do Comércio, Serviços e Defesa do Consumidor, através do Sistema de Incentivos à Modernização do Comércio (MODCOM), disponibilizou mais 2,2 milhões de euros, a fundo perdido, para modernizar o comércio tradicional no distrito.
Foram 67 os projectos apoiados nesta 4ª fase do MODCOM, que se juntam aos 93 já apoiados nas três fases anteriores. Estes projectos apoiados nesta 4ª fase correspondem a um investimento global de cerca de 4,6 milhões de euros. Assim, no distrito de Vila Real foram apoiados quatro projectos em Alijó, dois em Boticas, 12 em Chaves, quatro em Mondim de Basto, cinco em Montalegre, sete no Peso da Régua, dois em Ribeira de Pena, quatro em Valpaços, quatro em Vila Pouca de Aguiar e 23 em Vila Real.
Ao todo, o MODCOM já apoiou e apoiará 160 projectos, de empresas e associações, correspondentes a um incentivo público de 4,5 milhões de euros, tendo por objectivo a modernização de micro, pequenas e médias empresas do sector do comércio. Este sistema de incentivos contempla uma dotação específica para jovens empresários e para o comércio rural que permitiu apoiar todos os projectos elegíveis destas tipologias. Assim, foram apoiados 11 projectos de jovens empresários e 14 projectos de comércio rural que irão obter um financiamento público de 380 mil euros e 338 mil euros, respectivamente.
De igual modo todos os projectos de associações comerciais considerados elegíveis foram alvos de apoio. Neste caso foram apoiados oito projectos de associações comerciais, com um incentivo de cerca de 297 mil euros. Só no concelho de Vila Real serão apoiados 23 projectos no total, 19 dos quais de lojas individuais e quatro da Associação Comercial e Industrial de Vila Real.
O MODCOM contempla apoios a três tipos de acções. O apoio financeiro a micro, pequenas e médias empresas divide-se entre os apoios a lojas individuais (Acção A) e os apoios a lojas em rede (Acção B), ou seja, empresas que, por exemplo, pretendam adoptar uma insígnia comum ainda que a propriedade seja individual, que utilizem a mesma plataforma informática ou que se abasteçam na mesma central de compras.
A Acção C diz respeito a apoios a estruturas associativas do sector do comércio, com vista à promoção dos centros urbanos. Numa análise por tipologia de acção, verifica-se que a maioria dos projectos apoiados estão no âmbito no apoio a lojas individuais (59), seguindo-se o apoio às estruturas associativas (oito). No que diz respeito ao emprego, os projectos apoiados na 4ª fase do MODCOM permitirão a criação de 75 novos postos de trabalho.

Fonte: http://www.noticiasdevilareal.com/noticias/index.php?action=getDetalhe&id=5920

Truffaut elogiou aquela beleza

"Mas como é que uma cara tão bonita só fez um filme?", estranhava François Truffaut, que naquele Festival de Cannes apresentava A Noite Americana, ao conversar com a protagonista de A Promessa, a obra de António de Macedo seleccionada para a competição oficial em 1973. Sentada na mesma mesa do mítico realizador da nouvelle vague, Guida Maria já tinha registado o elogio do cineasta à sua beleza naquele jantar em Nice. E, num ambiente estranho para os portugueses (até àquela altura só tinha ido a Cannes, no longínquo ano de 1946, o filme Camões, de Leitão de Barros), deve-se ter esquecido de que a sua primeira experiência cinematográfica tinha sido em Dois Dias no Paraíso, de Artur Duarte. Só que contracenara com Milu e Virgílio Teixeira quando tinha apenas sete anos!
A mulher que se estreou nos palcos em 1957, na peça de Ramada Curto Fogo de Vista, e que hoje toda a gente aplaude em Monólogos da Vagina (actualmente de novo em cena, no Casino de Lisboa, numa segunda versão, desta vez com três actrizes, após o sucesso do seu monólogo em 2000) cresceu entre as grandes figuras do mundo teatral. Afinal, era filha de Luís Cerqueira, o consagrado actor de muitas peças e figura conhecidíssima da televisão. E a sua mãe, que baptizava os filhos com nomes das personagens do livro de Júlio Dinis As Pupilas do Senhor Reitor (Guida, Clara, Pedro - Daniel foi o neto), tinha vaidade em ser casada com um actor e até jogava à canasta nos bastidores.
O filme de António de Macedo, como recorda a protagonista, que se lembra bem do frio que a equipa passou no areal dos Palheiros da Tocha - pois a rodagem foi em Janeiro, a actriz usava um vestidinho de chita e a praia estava gelada -, tinha tido problemas com a Censura e só seria exibido após o 25 de Abril. A obra de Bernardo Santareno, o dramaturgo que Guida Maria conheceu bem e era uma pessoa de quem gostava muito, era adaptada com uma cena de nu integral que envolvia a personagem Maria do Mar. O realizador António de Macedo, que o cinéfilo pai da actriz elogiava por conhecer as suas obras anteriores (já tinha feito as longas-metragens Domingo à Tarde e Sete Balas para Selma), mas que ela na altura do convite não conhecia, avisou--a logo que, se não concordasse em fazer aquela cena, nem valia a pena continuarem a conversar. Guida Maria retorquiu que ninguém iria pagar para a ver nua, mas, se não fosse algo gratuito, ela era uma profissional e, obviamente, aceitava. António de Macedo até a informou de que o director de fotografia (Elso Roque) era muito elegante e não haveria qualquer grande plano. Afinal, com João Mota (interpretava o marido) em cima dela, nada se via de especial no ecrã.
A relação da actriz com o cineasta acabaria por se repetir em O Princípio da Sabedoria (1975), A Bicha de Sete Cabeças (1978) e Os Emissários de Khalom (1988) - Guida Maria, embora com a parte mais relevante da sua carreira nos palcos, participou ainda nos filmes O Barão de Altamira (Artur Semedo), O Vestido Cor de Fogo (Lauro António), Serenidade (Rosa Coutinho Cabral), No Dia dos Meus Anos (João Botelho).
Depois de Cannes, a actriz foi a diversos festivais com A Promessa, filme premiado em Belgrado e em Cartagena. Mas nenhuma dessas experiências seria comparável à do Festival de Moscovo, essa gigantesca mostra mundial onde reencontraria o actor-fétiche de Truffaut (e um dos beneficiados por a portuguesa não apreciar salmão nem caviar), Jean-Pierre Léaud. Os seus companheiros desse mês soviético, depois de viajar com Michel Giacometti (o etnomusicólogo tinha sido autor do registo musical do filme, onde se incluíam choros de carpideiras) e Carlos Paredes, eram os brasileiros que comentavam, entre risadas, "Ai! O Lenine está tão carequinha", o chileno e o uruguaio que "embrulhavam as garrafas de vodka no jornal Pravda", os espanhóis e o peruano - e um pintor palestiniano, que era colaborador de Arafat, se apaixonou por ela e a perseguia por todo o lado cantando em árabe.
Aliás, mesmo excluindo os homens da sua vida, bem retratados na biografia (outro texto), não era difícil ficar encantado por aquele rosto que levara londrinos a aproximar-se com cadernos de autógrafos, confundindo-a com Julie Christie, quando a actriz de Doutor Jivago estava no auge da fama e Guida Maria, para fugir do Margarita à espanhola ("ingleses e americanos não conseguem dizer Guida"), aceitava ser tratada por Julie na maternidade inglesa - em que percebeu o disparate português de as mães não tomarem banho nos 30 dias após o parto (40, se fosse rapaz).
As peripécias russas daquele grupo são inumeráveis, desde a divertida tentativa de encontrarem um soutien do tamanho da pequena actriz portuguesa, num país em que tudo parecia feito para matronas, até se distraírem no piso dos Impressionistas e deixarem fechar o Museu Ermitage, ficando lá dentro até um vigilante lhes abrir a porta. Mas, já com o 25 de Abril a abrir os horizontes da política e toda a gente a ser do PCP, a viagem fez com que Guida Maria ficasse logo certa de que não era aquele o modelo de sociedade que subscrevia. A visão inicial da velhinha, ao cair da noite, a varrer sozinha a gigantesca Praça Vermelha nunca lhe saiu da retina.
Acabaria por se aproximar da LUAR, a organização pouco institucional de Palma Inácio, Camilo Mortágua, Fernando Pereira Marques, Francisco Fanhais, tantos outros. E, apesar de ser já uma figura bem conhecida do teatro, participou em vigilâncias em cima dos telhados - situações que hoje lhe provocam um sorriso.
Nesses anos da revolução participou também na campanha de alfabetização que levou militares e artistas a Trás-os-Montes para explicarem às pessoas o que tinha sido o 25 de Abril. Naquelas aldeias dos concelhos de Valpaços e de Chaves, onde Guida Maria esteve duas semanas, as pessoas sentavam os forasteiros à lareira, obrigavam-nos a provar o salpicão ou a farinheira, mas muitos deles nem sequer acreditavam que Salazar já tivesse morrido. "Ai! Menina! Se o chapéu-de- -chuva se parte", desabafava um velhote ao ver, pela primeira vez, os pára-quedistas.
O calendário foi correndo e a actriz que integrou, a partir de 1978, a Companhia Residente do Teatro Nacional D. Maria II sentiu necessidade de ir aprender mais. Conseguiu que o então secretário de Estado da Cultura, Vasco Pulido Valente, lhe concedesse uma bolsa para frequentar o American Academy of Dramatic Arts de Nova Iorque. Afinal, queria a formação de alguns dos seus actores preferidos.
Até ao elogiar António Silva - com quem conviveu na tertúlia da "brigada do reumático" que se reunia no bar do D. Maria II (e integrava também Artur Duarte, Assis Pacheco, Irene Isidro, Josefina Silva) e que considera o melhor actor português de sempre, com "uma fleuma britânica" que equipara à de David Niven - explica que a sua forma de representar nada perdeu com o correr do tempo e, "ainda hoje, seria comparável a muitos bons actores americanos".
Lembra-se de estar em Belgrado, depois de a PIDE lhe carimbar no passaporte a autorização "para sair e para voltar" (faltavam uns meses para cair o fascismo e acabar a polícia política), ainda na época em que andou a percorrer os festivais com o filme de António de Macedo, e um dos seus vizinhos no hotel ser o cineasta Sam Peckinpah, "alto e sempre ébrio, com botas e chapéu de cowboy, que tinha rodado Cães de Palha". Guida Maria quis saber como é que era trabalhar com Dustin Hoffman. O cineasta explicou-lhe então que o actor aceitava um guião, passava seis meses a estudar a personagem e, quando chegava ao plateau, já não tinha dúvidas.
Anos mais tarde, quando dançava no Studio 54, discoteca nova-iorquina tão na moda que se formavam filas quilométricas para ali entrar ao fim-de-semana, um tipo passou a noite a acenar-lhe para a pista e a sorrir para ela naquela escuridão. No dia seguinte, um amigo puxou pelo jornal e comentou a notícia: Dustin Hoffman tinha estado na discoteca na véspera. Só aí é que se fez luz no espírito de Guida Maria - desdenhara o seu ícone. E conclui com o riso habitual: "Deus põe-me as coisas à frente e eu não as vejo."

por FERNANDO MADAÍL
In http://dn.sapo.pt/gente/Interior.aspx?content_id=1293076
Foto:
http://www.arnadal.no/film/actors/images/truffaut_francois.jpg

Autárquicas 2009

As eleições autárquicas estão marcadas para o dia 11 de Outubro. Partidos políticos e grupos de cidadãos independentes, organizam-se em torno de ideias, projectos e programas que irão apresentar a sufrágio. Valpaços não foge à regra e a grande expectativa é a de saber se para além dos tradicionais partidos políticos, haverá também candidaturas independentes aos órgãos autárquicos, ou seja, Assembleias de Freguesia, Assembleia e Câmara Municipal.
O Partido Social Democrata recandidata o actual Presidente da Câmara. Francisco Tavares, parte à conquista do seu 7.º mandato. É o último, por força da lei. A expectativa reside na equipa que Tavares irá apresentar. Sendo o último mandato, não falta quem passe a vida a conjecturar sobre o próximo acto eleitoral. Provavelmente, quem anda entretido nesse jogo, não está muito preocupado com 11 de Outubro próximo, ou será que está?
O Partido Socialista mudou a estratégia “suicida” que tem seguido todos os quadriénios eleitorais desde o 25 de Abril. Pela primeira vez repete a candidatura e Ema Gonçalo será novamente a candidata do PS. A recuperação do 2.º Vereador, perdido nas eleições de 2005, será, provavelmente, o objectivo dos Socialistas.
O CDS-PP tem um problema que dificilmente os colegas de partido em Lisboa, Porto e demais autarquias podem entender. Vai apresentar uma candidatura própria e não se coliga ao PSD. Sebastião das Neves é o candidato do CDS-PP. O objectivo certamente que passará por eleger um Vereador, algo que não acontece desde 1993.
Os dados estão lançados e as expectativas são legítimas. Conseguirá o PSD aguentar o resultado histórico de 2005? Conseguirá o CDS-PP eleger algum vereador? Conseguirá o PS eleger o 2.º Vereador? Haverá alguma candidatura independente?
Tão ou mais importante do que isto, é o projecto autárquico que cada um terá para o Concelho. É isso que o eleitorado deve analisar para depois efectuar a escolha em consciência. O papel da comunicação social é determinante para suscitar o debate e colocar em confronto os diferentes projectos. Pelo menos, nesta altura que se fale e debata o futuro da nossa terra.

Eugénio Borges
In http://botarabocanotrombone.blogspot.com/2009/07/as-eleicoes-autarquicas-estao-marcadas.html
Foto:http://botarabocanotrombone.blogspot.com/2009/07/as-eleicoes-autarquicas-estao-marcadas.html

Segunda-feira, 6 de Julho de 2009

No Luxemburgo os portugueses estão entre os mais discriminados

Uma em cada quatro pessoas diz já ter sido vítima de discriminação no pequeno país do Luxemburgo. Os jovens e os portugueses são os que sentem mais a exclusão.
Este é o que a maioria dos portugueses constata e também a realidade após o inquérito realizado nas sondagens pelo instituto luxemburguês encarregado pela igualdade de tratamento (CET).
O inquérito sobre estas sondagens foi realizado junto de 1.000 pessoas. O estudo é mais que claro neste evento: “28% dos inquiridos sentiu-se vítima de discriminação durante os últimos três anos e 26% diz ter sido testemunha de discriminação”.
“É muito”, afirma Patrick De Rond, presidente do CET. e acrescenta: “Entre estes, a grande maioria (53%) nada fizeram contra os provocadores, aceitando assim serem vítimas humildes ou testemunhas”.
“Esta não é a solução a adoptar”, salienta o presidente do CET, “mesmo sendo esta opção muitas vezes escolhida por medo de repressão”. No final, “isso deixa marcas: as pessoas sofrem”, diz. As consequências pessoais mais referidas são “rancor, má disposição e stress” e ainda “perda de confiança em si mesmo”.
Outra conclusão que se pode frisar deste inquérito é que os jovens se sentem bastante mais discriminados – 35% entre os 15 e os 24 anos. Charles Margue, director do TNS, explica que “os seus sentimentos de igualdade e de equidade são, muito sensíveis ao facto de se sentirem correctamente tratados”.
Entre os portugueses, 33% sentem-se mais discriminados. Origem étnica, nacionalidade e sexo são, nesta ordem, os três motivos de discriminação mais citados pelos inquiridos.
O centro CET, nasceu em 2008, e tem por missão ajudar as pessoas confrontadas com qualquer tipo de discriminação. Por isso, se você está a ser discriminado, pode recorrer a este centro para que os seus direitos sejam tratados e respeitados, ganhando justa causa.
Porque se você continua a calar-se e a dar razão aos abusadores e discriminadores, nunca serão reconhecidos os seus direitos de igualdade perante a justiça social e a liberdade. Não se esqueça que a lei está do seu lado.
Alguns governos criaram consensos para que os seus cidadãos tivessem os mesmos direitos, e esses fossem respeitados, portanto só há um caminho; o da verdade e da promessa dos homens. Você é um homem livre e tem direitos, mesmo que só tenha a roupa do corpo encostada à sua pele. Por isso não se esqueça que quem cala, consente.

Por: Antero Fernandes Moniteiro
In http://www.avozdechaves.com/index.asp?idEdicao=346&id=12791&idSeccao=3088&Action=noticia

Futsal continua em força

Foi conhecida esta semana a nova direcção do Valpaços Futsal Clube, que promete levar avante novos projectos, além de continuar o bom trabalho realizado na época anterior.
Depois dos resultados alcançados na época 2008/2009, os responsáveis pelo clube resolveram continuar a trabalhar, de modo a levar o Valpaços a bom porto.
Com um saldo positivo, em que ressalte-se, não tem dívidas e ainda conseguem ter dinheiro “em caixa”, assumiram a Assembleia-Geral: Presidente: Manuel Terra, 1º secretário António Lage e 2º secretário Andreia Rafael. Já no conselho fiscal cabe a Alberto Alves a presidência, André Lopes a secretaria, que tem Manuel João Rafael como relator.
Na Direcção, Pedro Vasco Oliveira, que esta época foi um dos pilares do clube, assume a presidência, Nuno Freitas será o tesoureiro, Maria Goreti Rafael 1ª secretária, Pedro Lopes (também jogador) 2º secretário, 1º Vogal António Jorge Ribeiro, 2º Vogal Carlos Alves, 3º Vogal Luciano Batista (também jogador), 4º Vogal Henrique Sá, 5º Vogal Mariana Rafael, 6º Vogal Ângelo Amendoeira Araújo e 7º Vogal Pedro Morgado.
O Valpaços Futsal Clube conseguiu, assim, trazer três mulheres para a direcção, mas as novidades não ficam por aqui. A direcção quer trabalhar mais e se houver apoio, sobretudo, da parte da autarquia, confessaram Á Voz de Chaves ambicionam formar uma equipa de camadas jovens.
Para poderem concretizar objectivos, a direcção apela, ainda, à participação da comunidade, para que se façam sócios do clube.
Recorde-se que todo o grupo de trabalho da época transacta, trabalhou em regime de voluntariado, desde plantel, equipa técnica e direcção.
Além de alcançarem o segundo lugar da tabela classificativa, chegaram às meias-finais da Taça, onde foram eliminados por 8-9 pela CSLB Vila Pouca. Por outro lado, refira-se que o Valpaços Futsal Clube ganhou a Taça Disciplina atribuída pela AFVR, do lado oposto à equipa da ASS. S. Pedro Sanfins, que foi o conjunto com mais sanções durante o campeonato.
Sobre o plantel, este deverá manter oito elementos: Morgado, Pedro, Jorge, David, Carlos, Luciano, Tiago e Duarte. Já se fala também em novas aquisições, que não fogem à regra, pertencem ao concelho, embora ainda não estejam confirmadas, tais como Rui Rente (ex Mirandela FC), Di Rafa (ex CP Vilarandelo) e Barraca (ex GDV).

Por: Cátia Mata
In http://www.avozdechaves.com/index.asp?idEdicao=346&id=12816&idSeccao=3087&Action=noticia

Equipa feminina distinguida e em competição na próxima época

Durante a V Maratona de Futsal Cidade de Valpaços, a equipa feminina que se estreará no campeonato distrital na próxima época, foi distinguida pelo trabalho já realizado.

Começaram no Desporto escolar, como equipa juvenil feminina de futsal da Escola Secundária de Valpaços e estão a dar que falar. Depois de vencerem a fase norte da competição deste ano (2008/2009), na fase nacional alcançaram um honroso quarto lugar.
Desta forma começou a delinear-se também uma história, que já conta com mais um capítulo. Alguém ouviu as preces do professor/treinador Patrick Couto e, agora, o próximo desafio para a jovem equipa é o Campeonato Distrital da Associação de Futebol de Vila Real.
No passado domingo, apesar de perderem por 3-0 com a equipa do Mirandela Futsal Clube, num jogo amigável, durante a V Maratona de Futsal, ganharam o reconhecimento da Junta de Freguesia de Valpaços, representada pelo presidente José Mimoso, José Calvão e Maria Antónia Azevedo.
As medalhas de mérito foram entregues às atletas e equipa técnica pelos resultados obtidos no âmbito da competição de futsal a nível nacional do desporto escolar, na modalidade de futsal.
Os três elementos da junta de freguesia, o Vereador da Cultura da Câmara Municipal de Valpaços, Amílcar Almeida, e o presidente do núcleo sportinguista de Valpaços entregaram, ainda, o troféu à equipa vencedora daquele jogo amigável e estandartes de mesa do concelho.
A equipa é composta por Cristiana, Andreia Cunha, Jessica Ribeirinha, Diane, Patrícia , Soraia, Ana Cunha, Nadine, Lucie, Vanessa (capitã de equipa), Jessica, Marisa e Milene. Tiveram no professor de Educação Física e Treinador Patrick Couto um grande incentivo na continuação da modalidade.
Para alcançar os resultados já obtidos, ás campeãs treinavam três vezes por semana e tinham de utilizar a hora de almoço para tal, dada a escassez de tempo, mas a vontade e entrega era tanta que os sacrifícios quase passavam despercebidos.
Ao que tudo indica, a equipa juvenil feminina de futsal da Escola Secundária de Valpaços enfrentará o desafio da competição distrital na próxima época, 2009/2010, mas em representação da Escola de Formação de Futebol/Futsal Feminino da Casa do Povo de Vilarandelo.
Esta informação foi adiantada Á Voz de Chaves por Carlos Nogueira, responsável pela nova escola, que confirmou ainda a continuação da Equipa Sénior Masculina de Futsal da Casa do povo de Vilarandelo.
“Queremos apostar nas camadas jovens e queremos continuar com o trabalho já realizado. Vamos continuar com a maior parte dos atletas da época passada, mas se tivermos juniores com capacidades vamos ingressá-los na equipa sénior”, referiu Carlos Nogueira.

Por: Cátia Mata
In http://www.avozdechaves.com/index.asp?idEdicao=346&id=12815&idSeccao=3087&Action=noticia

Pinturas Calina arrecada troféu da maratona leonina

Ao quinto ano de realização, a Maratona organizada pelo Núcleo Sportinguista do concelho de Valpaços voltou a ser um sucesso.
Doze equipas de vários pontos da região disputaram a maratona de futsal organizada pelos “leões” valpacenses, no passado fim-de-semana, no pavilhão Rui Madureira, da Escola Júlio do Carvalhal.
À partida estavam 16 equipas inscritas, mas a desistência de quatro delas levou à interrupção da maratona cerca das duas da manhã de domingo, recomeçando às 7 da matina.
No final, o balanço da organização é positivo, pois além do indispensável apoio da Câmara Municipal e Junta de Freguesia de Valpaços, entre outras, as empresas do concelho responderam ao apelo daquela associação “verde e branca”, que com o também essencial apoio do público fizeram festa durante dois dias.
Antes da decisão final dos lugares do pódio, entraram em campo as equipas femininas de Futsal de Valpaços e Mirandela, que disputaram um jogo amigável, que nem por isso deixou de ser renhido, mas que serviu, sobretudo, para mostrar que as mulheres começam a dar nas vistas na modalidade.
Com a equipa de arbitragem do Núcleo de Árbitros de Futebol e Futsal de Chaves, com casa cheia e os adeptos a vibrar com a qualidade do espectáculo, cerca das 19 horas de domingo ficou decidida a totalidade da tabela classificativa, num jogo, tal como tinha pedido a organização, de muito Fair Play.
Com o vencedor apurado, ficou assim definida a tabela classificativa:
1º - Pinturas Calina / Seguros Mapfre/Casa Decor (Chaves); 2º - Cyber Café/Sernor (Vila Real); 3º - Serralharia Ramiro (Valpaços); 4º - A. M. Automóveis (Valpaços); 5º - Net Bar Sun 7 (Mirandela); 6º - Publicidade Amendoeira (Valpaços); 7º - Klival Arouca; 8º - Amo-te Bar (Valpaços); 9º - Cervejaria D. Quixote/Bataqueiro (Chaves); 10º - Klival Oliveira de Frades/Valpaços; 11º - Concelho Executivo Baldios de Sabroso; 12º - A S Metais, Restaurante 3 Cozinhas, NCX Construções, Rui Branco Seguros Lda., Restaurante Bitoque, Café Atlântico, Flavirebocos, Óptica Flavea, Cuf Racoês José Junqueira, Restaurante Ceia, Clínica Médica e Dentaria Valpaços “Dr. Nelson Araújo”, Tintas Sotinco (Chaves/Valpaços).
Assim, na primeira posição, a equipa flaviense representando Pinturas Calina/Seguros Mapfre/Casa Decor levaram para casa a taça maior, bem como o cheque no valor de 3500 euros. Na mesma equipa foi distinguido Nuno Vieira (Coco) como o Melhor Marcador da Prova, com quatro golos apontados.
De salientar, ainda, que o conjunto vencedor, com alguns elementos a militar na I divisão nacional da modalidade, incluindo na equipa sportinguista, ganhou todos os jogos disputados, contribuindo para tal o trabalho de qualidade realizado pelos guardiães entre os postes, que deram muitas dores de cabeça aos adversários.
De qualquer forma, quem arrecadou o troféu de equipa menos batida, além da terceira posição na tabela, que lhe valeu o cheque de 750 euros, foi a equipa que representou a “Serralharia Ramiro”.
Destaque, ainda, para a equipa da capital de distrito, Cyber Café/Sernor, que se de bateu com garra na disputa pelo lugar cimeiro, deixando-se bater por 3-0, obtendo o prémio de segundo lugar de 1200 euros.
A organização tinha previsto, ainda, a eleição da Miss Sportinguista 2009 durante o evento, mas as beldades valpacenses não quiseram “dar a cara”, pelo que, pela falta de participantes, a iniciativa não foi levada avante. Recorde-se, ainda, que toda a V Maratona de Futsal Cidade de Valpaços teve cobertura fotográfica pela empresa Foto Arte.

Por: Cátia Mata
In http://www.avozdechaves.com/index.asp?idEdicao=346&id=12814&idSeccao=3087&Action=noticia

Alunos discutem co-incineração

A semana começou para os alunos do curso EFA da Escola Júlio do Carvalhal com um debate de ideias sobre co-incineração.
Os 11 alunos que frequentam o curso de Educação e Formação de Adultos, secundário, resolveram fazer o levantamento das vantagens e desvantagens que poderiam advir da instalação de uma co-incineradora no concelho valpacense.
Segundo o mesmo, as vantagens do processo da co-incineração passam por: um menor impacto ambiental; um processo mais económico; maior aproveitamento da capacidade energética dos resíduos; e a substituição de algumas matérias-primas necessárias ao fabrico de cimento. No entanto, as desvantagens consistem sobretudo numa libertação de gases, devido ao facto dos fornos das cimenteiras não terem uma temperatura uniforme. Os alunos valpacenses adiantaram, ainda, com alternativas à incineradora: um reforço nas práticas de reciclagem ou a construção de aterros sanitários, como já se fez em Boticas.

Por: Cátia Mata
In http://www.avozdechaves.com/index.asp?idEdicao=346&id=12793&idSeccao=3085&Action=noticia

Rotary Club com novo presidente

No passado sábado escreveu-se mais uma página na história do Rotary Club de Valpaços. Em dia de comemorações e transferência de tarefas, Eduardo Lomba sucedeu a Manuel Taveira Pereira como presidente.
Foi no ambiente rural da Casa da Amoreira, em Canaveses, que o grupo de cerca de 30 companheiros, entre elementos de Valpaços e Chaves se reuniram numa noite de comemorações. Dita o regulamento que o presidente de um clube rotário tem um mandato de um ano, que neste caso, vai de Julho a Julho. Por essa razão, este mês é de transferência de tarefas nos dois concelhos do Alto Tâmega onde está presente o Rotary Club.
No sábado passado foi a vez da cerimónia realizar-se em Valpaços, procedimento que terá lugar, brevemente, na cidade flaviense, onde Delmira Rodrigues sucederá a Jaime Abreu.
O jantar, cumprindo todo o protocolo daquele movimento internacional, ficou marcado pela transferência de tarefas, homenagem a Maria Conceição Macedo, do Rotary Club de Chaves (RCC), comemoração do aniversário do clube rotário valpacense e de um dos companheiros pertencentes ao Rotary Clube de Valpaços (RCV), Monsanto Glória.
Na presença da próxima presidente do clube rotário flaviense, o primeiro Presidente do RCV, Carlos Terra, abriu o espaço de intervenções sublinhando que “os princípios éticos rotários deverão estar sempre presentes”, ano após ano, e que um dos objectivos do grupo deverá ser torná-lo “mais coeso, ao mesmo tempo que se tornam sólidos os projectos desenvolvidos e se alinhavam outros”.
Também Bruno Salvador, Director da Universidade Sénior do RCV, caracterizou o novo presidente como “a pessoa certa no momento certo (…) séria, honesta, solidária, com uma postura vincada”.
Em fim de mandato, Manuel Taveira falou, sobretudo, da relação dos clubes rotários de Chaves e Valpaços e da homenageada, que apelidou de “Mariazinha”. Uma distinção do RCV pelo apoio, esforço e companheirismo, aquando da criação do clube rotário valpacense.
“Temos uma dívida de gratidão para aquele que serviu de nossa retaguarda. Mais do que palavras, temos de ter actos. A melhor homenagem que poderemos fazer aos nossos companheiros de Chaves será fazer um bom trabalho no RCV”, afirmou.
Delmira Rodrigues também quis usar da palavra e durante a sua intervenção referiu que “o RCC tem muito orgulho no vosso trabalho. Espero que Valpaços já se orgulhe também”.
Do Rotary Club de Chaves, o clube padrinho do RCV, também esteve presente José Moura, que lembrou Maria José Taveira, que tal como a sua esposa, a homenageada, muitas vezes viajou até Valpaços para ajudar na criação do clube.
“A experiência de ser presidente de um clube rotário não é a mesma coisa que ser presidente de uma associação qualquer. É um desafio não baixar a imagem de qualidade que o RCV tem a nível distrital”, referiu.
O agora presidente, o quarto do Rotary Club de Valpaços, Eduardo Lomba enalteceu o clube que “apesar de jovem é grande nos projectos”. Sublinhou, ainda, os seus objectivos para este ano rotário, que passam pelo reforço do companheirismo, admissão de novos sócios, assim como os projectos que deverão continuar a apoiar/realizar, entre eles a Universidade Sénior e a Liga dos Amigos das Crianças “Unidos por um Sorriso”, a atribuição de bolsas de estudo, a iniciativa adoptar uma escola, e a homenagem a um profissional do concelho, entre outras.

Por: Cátia Mata
In http://www.avozdechaves.com/index.asp?idEdicao=346&id=12784&idSeccao=3082&Action=noticia

Condutor embriagado lança pânico durante a noite

Não respeitou o sinal STOP por duas vezes no centro da cidade, conduzia viatura sem documentos com 2,75 g/l de álcool no sangue.
Pouco passava das 22 horas desta segunda-feira, dia 29, já os transeuntes que passeavam numa noite de calor pelo antigo largo da feira, na cidade valpacense, ouviam o chiar de um carro que parecia querer dar nas vistas. Para cima e para baixo.
Cerca da uma da manhã, a GNR foi chamada por populares que se encontravam na rua e puderam ver a “desorientação” de um condutor, que não respeitará por duas vezes o mesmo sinal de STOP.
A GNR de Valpaços deteve depois o indivíduo luso venezuelano, sem documentos, que já tem cadastro, com uma taxa 2,75 g/l de álcool no sangue, condutor de um Opel Corsa preto, sem inspecção e sem seguro.
Antes da detenção o condutor embriagado chegara mesmo a lançar o pânico na Rua das Camélias, onde transeuntes se desviavam com receio de serem “apanhados” pela condução perigosa.

Por: Cátia Mata
In http://www.avozdechaves.com/index.asp?idEdicao=346&id=12769&idSeccao=3081&Action=noticia

Burlas continuam a apanhar comerciantes e idosos

De há algum tempo para cá que as burlas têm afectado comerciantes e idosos no concelho valpacense.
Depois das ourivesarias, onde homens bem vestidos se faziam passar por amigos de pessoas conhecidas da cidade, às quais estariam a fazer um recado para ir buscar mercadoria, uma idosa, residente na freguesia de Vassal, afirma ter sido burlada em quatro mil euros.
Segundo a mesma, terá sido abordada à porta de casa por alegados vendedores de tapetes, que deverão ter, na altura do pagamento de duzentos euros por mercadoria, visto a quantia de dinheiro que a lesada teria em casa.
Por razões desconhecidas, a idosa alegadamente burlada, só terá apresentado queixa às autoridades um mês depois.
Já esta semana, numa loja de materiais de construção da cidade, o funcionário terá atendido duas senhoras, que alegadamente tencionavam fazer uma compra no valor de quinhentos euros. Já depois de efectuada, a cliente desfez a compra, e sem saber como o funcionário ficou com menos 170 euros em caixa.
No que toca aos “pequenos crimes financeiros”, no final da semana passada, num conhecido supermercado da cidade duas jovens de etnia cigana terão furtado 700 euros.
A referida superfície comercial tem ligação a uma garagem/armazém, por onde as larápias terão entrado e tido acesso ao escritório.
A quantia terá sido recuperada e a jovem de 18 anos, com residência em Bragança, já actuara na cidade em outras superfícies comerciais valpacense, com o mesmo modus operandi.

Por: Cátia Mata
In http://www.avozdechaves.com/noticia.asp?idEdicao=346&id=12770&idSeccao=3081&Action=noticia

APPACDM trouxe a Mirandela o IX Encontro Nacional de CAO’s

A APPACDM pretende proporcionar a todos os inscritos neste encontro, um convívio saudável com os colegas de outras Associações.
O acampamento foi montado no parque de Campismo de Mirandela, onde foram promovidas actividades recreativas e desportivas para incentivar o gosto pela prática desportiva e apelar para o espírito de cooperação e entre-ajuda no grupo.
Ana Pereira, coordenadora CAO, afirma que este é um projecto pioneiro e que conta com um número cada vez maior de inscritos.
“Iniciámos este projecto há nove anos, é um projecto pioneiro a nível de Encontros de Centros de Actividades Ocupacionais, instituições como a nossa, direccionadas para a deficiência mental. O primeiro foi uma experiência que nós não sabíamos como é que ia correr por ser um acampamento, por se tratar de pessoas com deficiência mental mas todos os anos há mais clientes que participam”, referiu.
Num contexto diferente do habitual, Ana Pereira admite que há cuidados especiais a ter, mas ainda assim não impedem que os participantes aproveitem todas as actividades proporcionadas.
“Temos cuidados no dia-a-dia mas nesta situação os maiores cuidados são sobretudo saber se eles têm medicação para tomar, e saber se têm necessidade de ter um acompanhamento especial a nível de mobilidade por exemplo. O facto de irem dormir numa tenda e o facto de não estarem com os pais ou com a família, representa para nós haver cuidados redobrados”, afirmou a responsável.
O CAO’s é um encontro a nível nacional de todas as instituições vocacionadas para a deficiência mental com Centro de Actividades Ocupacionais.
Este ano o Encontro contou com cerca de 120 participantes oriundos de Sabrosa, Viana do Castelo, Aveiro, Barcelos, Vila Nova de Gaia, Mirandela e Bragança.
Nos três dias do Encontro os participantes tiveram ainda direito a um jantar na APPACDM de Mirandela, a actividades no parque de campismo de Valpaços, actividades com canoas, gaivotas, jogos tradicionais, actividades com cavalos e de piscina, e puderam ainda assistir à actuação da tuna do IPB de Mirandela.

Sexta-feira, 3 de Julho de 2009

Provedor da Misericórdia recebe ilegalmente

Especialistas em direito administrativo não têm dúvidas:

O provedor da Misericórdia de Valpaços está, desde 2007, a receber uma compensação anual “por tempo perdido” de 15 mil euros, contrariando os estatutos da instituição, que não prevêem que os elementos da mesa administrativa da instituição sejam remunerados. O jurista da Misericórdia e o presidente da Assembleia Geral sustentam que a decisão foi tomada com base num parecer da União das Misericórdias. Mas dois especialistas em direito administrativo contactados pelo Semanário TRANSMONTANO entendem, porém, que a compensação é ilegal. E que contraria a Lei, que diz que o exercício de cargos nos corpos gerentes destas instituições é gratuito, podendo apenas serem pagas despesas dele derivadas.
A Misericórdia de Valpaços está a incorrer numa prática que uma inspecção da Segurança Social levada a cabo na instituição já considerou irregular. Em causa estava então o recebimento por parte do provedor de uma quantia fixa mensal de 600 euros que, por configurar uma remuneração, foi considerada irregular, ainda que aprovada numa Assembleia-Geral.
No entanto, a verdade é que, mesmo sem os estatutos terem sido alterados, o provedor continua a receber. Aliás, agora mais do dobro. A proposta de alteração dos estatutos chegou a ser elaborada, mas acabou por ser abandonada. A Assembleia-Geral (AG) entendeu que não seria necessário. Além do mais, a alteração obrigaria a que a mesma fosse rectificada pela Diocese de Vila Real e a nova publicação, o que poderia ou não acontecer. A solução encontrada pela Mesa Administrativa e pela AG, que rectificou a proposta, foi a atribuição ao provedor de uma “compensação anual por tempo perdido” no valor de 15 mil euros líquidos.
Dois especialistas em direito administrativo contactados pelo Semanário TRANSMONTANO consideram, porém, que a ilegalidade se mantém, uma vez que contraria o espírito do Decreto-Lei nº119/83, de 25 de Fevereiro, no que diz respeito às condições do exercício dos cargos nos corpos gerentes das Instituições Privadas de Solidariedade So-cial, onde se inclui a Santa Casa da Misericórdia de Valpaços.
De acordo com o nº 2 do artigo 18º do referido decreto, os corpos gerentes só podem ser remunerados “quando o volume do movimento financeiro ou a complexidade da administração das instituições exijam a presença prolongada de um ou mais membros dos corpos gerentes,” e “desde que os estatutos o permitam”.
Não é o caso da Misericórdia de Valpaços, uma vez que a alínea a) do artigo 30º dos seus estatutos diz que “não podem ser membros da Mesa Administrativa os irmãos que estiveram ao serviço remunerado da instituição”. Por sua vez, o ponto nº 1 do mesmo artigo do Decreto-Lei 119/83 estabelece que o “exercício de qualquer cargo nos corpos gerentes das instituições é gratuito” e que pode apenas “justificar o pagamento de despesas dele derivadas”. Ora, também neste caso, entendem os especialistas contactados, que a compensação fixa atribuída ao provedor não tem enquadramento legal. “Dá-me a impressão que não se pode aceitar isso de fixar uma compensação anual. Deveria ser compensado conforme a despesa feita. Por exemplo, fez uma viagem a Lisboa, ao entregar as facturas aos serviços da Misericórdia, seria pago”, defende o advogado Rui Polónio Sampaio, considerando ainda que esta compensação “foge ao preceito da Lei, que diz que o cargo é gratuito”.
“O que é gratuito não é remunerado. A pessoa só vai para lá se quiser. Parece-me claro”, observa, para concluir que a solução encontrada não é diferente de uma remuneração. “O que interessa receber 600 euros mensais ou ter uma compensação anual? É só o nome que muda”.
António Fonseca de Sousa, director dos Cadernos de Justiça Administrativa e Professor na Faculdade de Direito na Universidade do Minho, tem uma opinião semelhante. Desde logo porque entende que “o montante fixo não é compatível com o conceito de despesas”. “As despesas são pagas a posteriori. Quando se fixam está-se a fazê-lo a priori”, defende o professor, considerando que se trata de um “ordenado” e que contraria a gratuitidade do exercício do cargo previsto na Lei. “A situação é abusiva, não está coberta pela Lei”, conclui.
Confrontado pelo Semanário TRANSMONTANO, o provedor, que dispõe de uma viatura da instituição 24 horas por dia e também dispõe de um cartão de crédito da Misericórdia, remeteu explicações para o jurista da instituição, Coelho Marques.
Este alega que a decisão é “legal”, que “foi aprovada em assembleia-geral”, que “é do conhecimento dos irmãos” e que é do conhecimento da União das Misericórdias.
O presidente da Assembleia-Geral da Misericórdia, Amílcar Almeida, é da mesma opinião. “É legal. Houve até o cuidado de se falar com a União das Misericórdias, havendo também um parecer da Direcção-Geral de Finanças. Ambos os pareceres devem estar anexos às actas”, frisa Amílcar Almeida.
O presidente da União das Misericórdias, Manuel Lemos, corrobora a legalidade da compensação, embora admita que era “preferível que estivesse previsto nos estatutos”. “Mas, do meu ponto de vista, não vejo ilegalidade nenhuma nessa situação. Foi votado em assembleia-geral. É transparente. Quando muito pode ser considerado um erro de forma, que fica sanado se os estatutos forem alterados”, diz, lembrando que a “compensação não é uma remuneração”.
Manuel Lemos alega também que o grande defensor da tese da compensação tem sido o padre Vítor Melícias.

Por: Margarida Luzio
In http://www.semanariotransmontano.com/noticia.asp?idEdicao=196&id=8525&idSeccao=2784&Action=noticia
Foto:http://www.semanariotransmontano.com/noticia.asp?idEdicao=196&id=8525&idSeccao=2784&Action=noticia

Quinta-feira, 2 de Julho de 2009

Coleccionismo de Temática Flaviense * Calendários de Bolso


Hoje trago-vos um calendário de bolso do ano de 1987 do Grupo Pedra D’Água, que tão bons momentos musicais debitaram em Chaves e na região.

Já sei que os mais puristas dirão que este grupo musical não era bem de Chaves, no entanto a maioria dos seus músicos eram flavienses e aos restantes, Chaves não lhe era estranha, não só pela proximidade mas também por Chaves, até aos anos 80, ter sido o grande centro estudantil dos concelhos mais próximos, principalmente de Valpaços (onde este grupo musical tinha sede), mas também de Boticas, aliás os dois concelhos que sempre tiveram mais afinidades e ligações a Chaves.

Fer.Ribeiro

In http://chaves.blogs.sapo.pt/

Fotos:http://chaves.blogs.sapo.pt/

"Vinhos de Trás-os-Montes"


Fonte:http://valpacos.pt/portal/index.php/component/option,com_jcalpro/Itemid,102/extid,37/extmode,view/

A maior parte dos candidatos já está “sobre a mesa”

Com o sufrágio marcado para o dia 11 de Outubro, já vão sendo conhecidos, pouco a pouco, os nomes que concorrerão às 14 Câmaras Municipais do distrito, ou pelo menos as datas para a apresentação dos lugares que faltam ocupar. Em Vila Real, o combate será travado entre Manuel Martins, Rui Santos, Patrique Alves e José Caldeira, permanecendo a incógnita sobre o rosto do Bloco de Esquerda.

Durante este mês deverão ser conhecidos os restantes candidatos às eleições autárquicas no distrito de Vila Real, estando já agendado, “para o final do mês”, um encontro da CDU e para o dia 20 a festa de Verão do PSD, ambas com a apresentação de candidatos na ordem de trabalhos. Na capital de distrito, depois do social-democrata Manuel Martins ter confirmado, há muito, a sua intenção de se candidatar a um quinto mandato à frente da autarquia, foi anunciado, em Fevereiro, o nome de José Caldeira como aposta da CDU. No mês seguinte surgiu o nome de Rui Santos pelo Partido Socialista e no final da passada semana foi confirmada a presença de Patrique Alves na corrida pela liderança do município transmontano.
O candidato do CDS-PP nasceu em Paris, tem 28 anos, é licenciado em Engenharia Ambiental pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) e é vice-presidente da Comissão Política Nacional da Juventude Popular.
Relativamente ao CDS, é também conhecida a candidatura do independente Lúcio Machado para Mondim de Basto e de Duarte Gonçalves, pela coligação com o PSD em Montalegre, sendo de realçar que o partido vai apresentar-se coligado em Ribeira de Pena, Alijó e Sabrosa (onde o candidato é Milcíades Carvalho), continuando em estudo mais duas coligações no distrito, uma delas em Santa Marta de Penaguião.
Sobre o PSD, as dúvidas sobre os candidatos que ainda não foram apresentados serão dissipadas no dia 20, altura em que o partido fará a sua “Festa de Verão”, em Pedras Salgadas, e onde, na presença de Manuela Ferreira Leite, serão confirmados os 14 cabeças de lista.
De recordar que o PSD optou por recandidatar os actuais presidentes de Câmara no distrito, e escolheu Miguel Rodrigues para Alijó (candidatura de coligação, tal como em Montalegre), Paulo Calvão, em Murça, e Rafael Feliciano, em Santa Marta de Penaguião.
Relativamente à CDU, Mário Costa, da Direcção Regional de Vila Real do Partido Comunista Português, adiantou ao Nosso Jornal que os candidatos serão apresentados também no final de Julho, num encontro que deverá contar com a presença do secretário-geral do Partido, Jerónimo de Sousa. No entanto, de realçar que já foram apresentados oficialmente José Caldeira, Manuel Cunha e António Serafim como candidatos às câmaras de Vila Real, Chaves e Peso da Régua, respectivamente.
No PS, a opção foi também manter os autarcas eleitos em 2005, nomeadamente Artur Cascarejo (Alijó), Fernando Rodrigues (Montalegre), João Luís Teixeira (Murça) e Francisco Ribeiro (Santa Marta de Penaguião). Para conquistar os concelhos, hoje laranja, os socialistas escolheram, para além de Rui Santos na capital, Nuno Rodrigues (Chaves), Alberto Pereira (Mesão Frio), Humberto Cerqueira (Mondim de Basto), Ema Gonçalo (Valpaços), José Eduardo Quinteiro (Vila Pouca de Aguiar), Jorge Almeida (Régua) e Rui Alves (Ribeira de Pena), faltando apenas confirmar o candidato para Boticas. De realçar ainda a recandidatura, em Sabrosa, do independente José Marques pelo PS.

Maria Meireles
In http://www.avozdetrasosmontes.com/noticias/index.php?action=getDetalhe&id=3689

Férias em Grande Série 2

Os meses de Julho e Agosto vão voltar a ter a mesma animação, do ano passado, para os mais pequenos e jovens do concelho de Valpaços com o projecto “Férias em Grande – Série 2”.
Depois do sucesso que esta iniciativa teve no ano anterior, tendo superado expectativas, há que neste novo ano tentar inovar e continuar com os pontos fortes da edição anterior.
As inscrições deste ano duplicaram atingindo as duas centenas de participantes, dos quais 50% das famílias terão onde deixar os seus filhos sem preocupações e 80% adquiriram várias competências nas áreas da informática, cidadania entre outras.
Assim, dia 1 de Julho, no Centro Cultural Luís Teixeira, em Valpaços, deu-se o início oficial das “Férias em Grande – Série 2”. A cerimónia iniciou-se por volta das 9h30 contando com a presença de vários representantes da Câmara Municipal de Valpaços, com a presença de entidades que estão envolvidas no projecto como enfermeiros, bombeiros e professores e ainda os encarregados dos participantes.
Após umas palavras do presidente da Câmara Municipal de Valpaços, Eng.º Francisco Tavares onde referiu o sucesso do projecto e de que forma pode ser uma linha orientadora para estes jovens.
Abel Ribeiro, coordenador do projecto, explicitou de que forma o projecto iria funcionar.
Divididos em três escalões etários, dos 6 aos 8 anos, dos 9 aos 12 anos e dos 13 aos 15 anos, cada grupo terá actividades adequadas às idades desde visitas já previstas a vários locais do concelho de Valpaços, Workshops de fotografia, música, dança, imprensa, a prática de desportos radicais e conhecimentos na área da informática.
O horário será composto por uma componente desportiva na parte da manhã (9h – 12h) e uma componente lúdica na parte da tarde (14h – 16).
Contará com a presença de 4 a 6 vigilantes por cada grupo, professores e monitores.
Para completar esta cerimónia, os inscritos puderam assistir à apresentação do Grupo Cinotécnico GNR da Régua com a demonstração da equipe de manutenção da ordem pública, detecção de droga e explosivos.
No final as crianças tiveram a oportunidade de andar a cavalo, acompanhas pelos agentes da GNR.
Foi o primeiro dia de muita diversão que aí se avizinha.

Fonte e Foto: http://valpacos.pt/portal/index.php/Municipio/Ferias-em-Grande-Serie-2.html

Idosos na Quinta da Malafaia

Integrado no projecto “Afectos” da Câmara Municipal de Valpaços, teve lugar dia 27 de Junho, um passeio à Quinta da Malafaia.
O projecto “Afectos” tem como principais objectivos combater o isolamento dos idosos e proporcionar variadas actividades recreativas, culturais e desportivas.
Cerca de duzentos idosos pertencentes aos quatro núcleos onde o projecto é desenvolvido, Valpaços, Veiga do Lila, Carrazedo de Montenegro e Lebução seguiram rumo a Viana do Castelo logo pela manhã. Depois da visita à cidade, ao Santuário e Monte de Santa Luzia dirigiram-se à Quinta da Malafaia para dar início ao arraial minhoto. Este teve direito a uma sardinhada, a marchas populares, nas quais participaram, folclore típico da zona e ainda tiveram direito a dar um pezinho de dança ao som de música ligeira que a própria quinta disponibilizou.
A chegada à quinta à Quinta da Malafaia deu-se por volta das 12h00 e a festa só terminou às 18h00.
Esta viagem ainda teve tempo para surpresas para os mais de 180 idosos que ainda desfrutaram de uma oportunidade de dançar com o rancho local.

Apresentação Pública da Obra...


Enviado por:
José Doutel Coroado
Centro Cultural Luís Teixeira

Quarta-feira, 1 de Julho de 2009

Espancou sem-abrigo até à morte

A Polícia Judiciária do Porto deteve uma mulher suspeita de ter assassinado um sem-abrigo de 60 anos em Valpaços, em Fevereiro de 2005. O marido da detida, que estava com ela na altura da operação da Polícia Judiciária, conseguiu fugir ao cerco montado pelos inspectores, que aguardavam o regresso do casal a Valpaços há vários meses.
O CM sabe que o casal esteve foragido no estrangeiro e é acusado de ter espancado até à morte Manuel José Lopes, conhecido na localidade pela alcunha de ‘Homem dos Cães’, numa casa em construção onde o sem-abrigo dormia, em Valpaços. O sexagenário foi brutalmente agredido e terá morrido com um golpe fatal na cabeça.
Ontem, depois de detida, a mulher foi ouvida em primeiro interrogatório judicial no Tribunal de Valpaços, enquanto o marido estava a monte.

Fonte: http://recortesdejornaisnews.blogs.sapo.pt/

Nova direcção do Valpaços Futsal Clube

Assembleia Geral

Presidente: Manuel Martins Terra

1º Secretário: António Jorge Costa Lage

2º Secretário: Andreia Sofia Ferreira Rafael

Conselho Fiscal

Presidente: Alberto Pinto Alves

Secretário: André Luis Varandas Lopes

Relator: Manuel João Silva Rafael

Direcção

Presidente: Pedro Vasco Batista de Oliveira

Tesoureiro: Nuno Miguel Castro de Freitas

1º Secretário: Maria Goreti Ferreira Rafael

2º Secretário: Pedro Alexandre Varandas Lopes

1º Vogal: António Jorge Vieira Ribeiro

2º Vogal: Carlos Manuel Freitas Alves

3º Vogal: Luciano Daniel Almeida Batista

4º Vogal: Henrique Ferreira Castro Lage Sá

5º Vogal: Mariana Isabel Ferreira Rafael

6º Vogal: Angelo Morais Amendoeira Araújo

7º Vogal: Pedro Alexandre Morgado Morais


TORNA-TE SÓCIO DO VALPAÇOS FUTSAL CLUBE!!!!!!

Fonte e logo: http://www.valpacosfc.com/